Max, como carinhosamente chamamos o meu Pai, sempre acreditou em nós. Ele não só comprou todos os nossos instrumentos musicais mas foi em todos os shows que pode ir, sempre escutou nossas músicas, ele ama nossas músicas.Max teve uma infância muito pobre, perdeu a Mãe aos seis anos e foi abandonado pelo Pai aos 11 anos para ganhar a vida sozinho. Seu primeiro emprego foi vendendo bananas na ruas de Duque de Caxias, nossa cidade natal no subúrbio do Rio de Janeiro. Um mecanico ficou com pena de sua situação e o ajudou acolhendo-o em sua garagem, ja que apezar de ter 11 anos parecia mais que tinha uns sete ou oito por conta da subnutrição. Ele então aprendeu tudo sobre carros, uma de suas maiores paixões, depois é claro do futebol e do time do Flamengo. Ele jogava futebol até muito bem e foi jogando com o meu Tio que ele conheceu a minha Mãe, com somente 16 anos e ela 13. A princípio ela não queria saber dele, pois queria ser uma atriz ou cantora, mas como ele era persistente, ficava dizendo que ia se casar com ela um dia, até que um dia ela acabou se apaixonando pelo seu jeito meio Italiano. Meu Pai sempre foi um lutador, ele sempre foi determinado a dar ao meu irmão e a mim tudo que ele não pode ter quando criança, e foi exatamente o que ele fez , não só para nós como para todos os nossos amigos. Todo mundo que o conhece sabe da sua paixão por presentear sem receber nada em troca.
Amigos que dividiram o palco com a nossa banda sabem que nós sempre íamos para a nossa casa para comer e beber a qualquer hora do dia ou da noite. Nós tínhamos um baleiro, destes com compartimentos divididos, com 2o compartimentos, em nossa cozinha, e sempre cheio de balas e chocolates. Nossos amigos amavam chegar em nossa casa e abrir cada compartimento e realizar um sonho de criança, comer o que quizer.
Depois de trabalhar por quase 50 anos, me Pai se aposentou e veio para a Europa ficar nos curtindo e a seu único neto, meu filho, quando recebeu uma carta do governo Brasileiro dizendo que sua pensão seria cortada pois havia fraude no departamento que a lançou. Ele tem lutado pelos últimos 3 anos para provar sua inocência e receber de volta sua pensão tão merecida mas no momento para sobreviver ele vende caldo de cana e pastel na feira, eles trabalham muito duro e não tem muito mas nunca mudaram sua personalidade sempre com prazer em agradar a todos.
Como Max está se recuperando no hospital gostaríamos de tocar uma música que fizemos para ele chamada Sugar Cane (Caldo de Cana), assim como ele, bem doce!
Sugar Cane (Willesden Green) by Loosh
Volte para nós são e salvo Max, nos te amamos!
Paulo, Simone e Tayo, (assine seu nome abaixo), seus filhos no dia das crianças


A musica ja era uma tradição antiga na minha familia. Minha Mãe cantava no radio e teatro amador e estudava piano para copiar sua irmã mais velha por parte de Pai que era pianista concertista. Quando sua irmã infelizmente morreu, bem nova, meu avô vendeu o piano e proibiu minha Mãe de estudar piano pois ele não conseguia então ouvir o instrumento que so o trazia memorias ruins. Minha Mãe então trouxe o amor à música para nós e quando meu irmão tinha 5 anos ela nos comprou um piano. Nós dois começamos a fazer aulas imediatamente, o que fizemos por mais de dez anos. Naquela época eu não fazia a menor idéia que além de estar realizando o seu sonho por nós, minha Mãe estava comprando, na forma de um instrumento musical, minha cura do autismo e minha escolha de carreira para o resto da minha vida. Eu tinha uma forma de autismo mais leve chamada
Outras grandes influências de nossa infância foram grupos de samba que nossos Pais e Parentes tocavam em festas de aniversário e nas festas de fim de ano como